Projeto Solar permite acesso à iluminação e água em comunidade carente


Ruas iluminadas e água quentinha no chuveiro. Os moradores da comunidade 29 de março, na CIC, passam a contar com a tecnologia fotovoltaica, que irá minimizar o sofrimento depois do incêndio que destruiu boa parte das casas.


O Projeto Solar foi inaugurado na manhã desta quarta-feira (23/03), resultado de uma parceria entre a Ambiens Cooperativa, Prefeitura de Curitiba, Google.org, Iclei – Governos Locais pela Sustentabilidade, que proporcionou a instalação de postes, painéis fotovoltaicos, módulos térmicos e um reservatório de 800 litros de agua na comunidade que fica na região da Cidade Industrial de Curitiba.


O vice-prefeito de Curitiba e presidente do Pró-Metrópole, Eduardo Pimentel, esteve no local e destacou que a capital está entre as cidades que se comprometem a reduzir a emissão dos gases de efeito estufa. Ele demonstrou ainda a preocupação com a população da região. “A iniciativa traz luz, esperança e a segurança. Nossa meta principal é fazer a remoção das famílias ou a regularização fundiária”, complementou. O secretário municipal de desenvolvimento da RMC e coordenador de relações institucionais do Pró-Metrópole, Leverci Silveira Filho, também acompanhou a solenidade.


A coordenadora do projeto, Adriane Nunes Ferreira, da Ambiens, destacou que a proposta é “conhecer um pouco a realidade para fazê-la ainda melhor”. A equipe participante do projeto explicou que energia elétrica é produzida no local, na parte superior de uma cobertura construída sobre a sede onde a comunidade se organiza e promove atividades coletivas. É importante ressaltar, que a energia gerada nas placas fotovoltaicas é conduzida para um aparelho chamado inversor, que a distribui de forma estável para 35 postes de luz espalhados nas vias da comunidade.


O representante do Iclei, Rodrigo Perpétuo disse que o projeto tem relação com a prática da justiça climática, “em uma convergência das causas ambientais e sociais”.


Redução da desigualdade climática


O projeto está sendo implantado em Curitiba por conta de uma seleção prévia de duas capitais, Curitiba e Porto Alegre. Ambas atendem alguns pré-requisitos, como a assinatura do Pacto Global de Prefeitos pelo Clima e a Energia, a realização do Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa 2018 e do Plano de Ação Climática (PAC), e a existência de um Grupo de Trabalho Sobre o Clima, entre outros. Por outro lado, a proposta está alinhada com três dos pilares do PAC de Curitiba: Neutralidade de carbono; Ação climática inclusiva; e Governança climática.


Para isso, o projeto busca mitigar as mudanças climáticas com a redução da emissão de gases de efeito estufa (GEE), ao gerar e fazer uso de uma fonte limpa e renovável; com a promoção de uma ação inclusiva de uma comunidade vulnerável no contexto da utilização de energia solar; e com a divulgação pela internet da sua concepção tecnológica, seus resultados e contribuição social, e ainda ajudando na formulação de políticas públicas, engajamento social e consciência ambiental.


A Ambiens Sociedade Cooperativa, responsável pelo projeto, é uma organização sem fins lucrativos de Curitiba, fundada em 2000, que desenvolve trabalhos de planejamento territorial e socioambiental, além de atuar em projetos de impacto social e na área da educação. A Ambiens foi uma das quatro escolhidas entre várias organizações brasileiras para receber o financiamento do Action Fund Brasil, cujos recursos foram destinados ao Projeto Solar. O fundo vem da Google.org e é gerido pelo ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade, para promover projetos sustentáveis.






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